QUALQUER SEMELHANÇA COM ALGUM CONHECIDO SEU É POR PURA COINCIDÊNCIA. rsrs
ALCEI AO PODER SIM E DAI??!!
Não fui eu quem fez a melodia, nem sou eu quem põe pra tocar.
Sou apenas aquele que dança, e danço do jeito que dá.
A música é o sistema, sintoma do problema.
A quem importa a cura? Se ninguém conhece a doença?
Não sou uma saracura, pra bater asas e voar.
Sou um pé descalço, acostumado a apanhar.
Do inicio da história, até os dias atuais.
São os descalços, que carregam nas costas, todos os demais.
Tudo bem, muita lama já pisei.
Então agora é minha vez, vou virar burguês.
Mas não quero trabalhar, muito menos atrapalhar, tudo o que tu fez.
Quero me misturar, não tenho medo de me sujar, depois me limpo falando inglês.
Me sujo por inteiro, nem ligo, do brasileiro tiro o dinheiro e depois me limpo.
Acostumados a serem otários, eles saem do trabalho, cansados.
Olham-me na tevê falando enrolado e ainda sou aclamado.
Eu grito, digo e afirmo: vim do povo! Sou do povo!
Mas eles não percebem que sou polvo.
Com muitos tentáculos, arranco o dinheiro dos seus bolsos.
No entanto é assim que tem que ser.
Para se conseguir o poder, não basta dizer:
Vou tudo mudar, vou “fazer-e-acontecer”.
Isso deixa as pessoas com medo. Você pode crer, eu tentei assim.
E vi que, mesmo não tendo um dedo, era um discurso sem fim.
O trabalhador comum, sonha, imagina, acredita.
Só que em país nenhum, é ele que governa ou administra.
O sistema é a música, e a música quem faz são os donos do trabalho.
Eu, como político, fui apenas a ferramenta, e por eles fui usado.
Pelo menos, sai do anonimato e do buraco de rato.
Agora, se alguém, realmente quiser mudanças?
Saia do sofá e com seu vizinho faça aliança;
Reúna as pessoas a sua volta,
Mostre que são estercos, usados pelos que vivem na bonança.
Lucio Sá
ALCEI AO PODER SIM E DAI??!!
Não fui eu quem fez a melodia, nem sou eu quem põe pra tocar.
Sou apenas aquele que dança, e danço do jeito que dá.
A música é o sistema, sintoma do problema.
A quem importa a cura? Se ninguém conhece a doença?
Não sou uma saracura, pra bater asas e voar.
Sou um pé descalço, acostumado a apanhar.
Do inicio da história, até os dias atuais.
São os descalços, que carregam nas costas, todos os demais.
Tudo bem, muita lama já pisei.
Então agora é minha vez, vou virar burguês.
Mas não quero trabalhar, muito menos atrapalhar, tudo o que tu fez.
Quero me misturar, não tenho medo de me sujar, depois me limpo falando inglês.
Me sujo por inteiro, nem ligo, do brasileiro tiro o dinheiro e depois me limpo.
Acostumados a serem otários, eles saem do trabalho, cansados.
Olham-me na tevê falando enrolado e ainda sou aclamado.
Eu grito, digo e afirmo: vim do povo! Sou do povo!
Mas eles não percebem que sou polvo.
Com muitos tentáculos, arranco o dinheiro dos seus bolsos.
No entanto é assim que tem que ser.
Para se conseguir o poder, não basta dizer:
Vou tudo mudar, vou “fazer-e-acontecer”.
Isso deixa as pessoas com medo. Você pode crer, eu tentei assim.
E vi que, mesmo não tendo um dedo, era um discurso sem fim.
O trabalhador comum, sonha, imagina, acredita.
Só que em país nenhum, é ele que governa ou administra.
O sistema é a música, e a música quem faz são os donos do trabalho.
Eu, como político, fui apenas a ferramenta, e por eles fui usado.
Pelo menos, sai do anonimato e do buraco de rato.
Agora, se alguém, realmente quiser mudanças?
Saia do sofá e com seu vizinho faça aliança;
Reúna as pessoas a sua volta,
Mostre que são estercos, usados pelos que vivem na bonança.
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